PT – PSDB - E SUAS CONTRADIÇÕES IDEOLÓGICAS


O Partido dos Trabalhadores (PT) é um partido político brasileiro. Fundado em 1980, é um dos maiores e mais importantes movimentos de esquerda da América do Sul. Com 1 549 180 filiados, o PT é o segundo maior partido político do Brasil, atrás apenas do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Composto por dirigentes sindicais, intelectuais de esquerda e católicos ligados à Teologia da Libertação, no dia 10 de fevereiro de 1980 no Colégio Sion em São Paulo. O partido é fruto da aproximação dos movimentos sindicais, a exemplo da Conferência das Classes Trabalhadoras (CONCLAT) que veio a ser o embrião da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Grupo ao qual pertenceu o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, com antigos setores da esquerda brasileira.

O PT foi fundado com um viés socialista. Com o golpe de 1964, a espinha dorsal do sindicalismo brasileiro, que era o CGT (Comando Geral dos Trabalhadores), reunia lideranças sindicais tuteladas pelo Ministério do Trabalho- um ministério geralmente ocupado por lideranças do Partido Trabalhista Brasileiro varguista - foi dissolvida, enquanto os sindicatos oficiais sofriam intervenção governamental.

O PT surgiu, assim, rejeitando tanto as tradicionais lideranças do sindicalismo oficial, como também procurando colocar em prática uma nova forma de socialismo democrático, segundo o que esta na resolução. Tentando recusar modelos já então em decadência, como o soviético ou o chinês. Significou a confluência do sindicalismo basista da época com a intelectualidade de Esquerda antistalinista. Foi oficialmente reconhecido como partido político pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral no dia 11 de fevereiro de 1982. A ficha de filiação número um foi assinada por Apolonio de Carvalho, seguido pelo crítico de arte Mário Pedrosa, pelo crítico literário Antonio Candido e pelo historiador e jornalista Sérgio Buarque de Hollanda. O PT possui, como os demais partidos políticos no Brasil, uma fundação de apoio. Denominada Fundação Perseu Abramo, foi instituída pelo Diretório Nacional em 1996 e tem por missão realizar debates, editar publicações, promover cursos de formação política e preservar o patrimônio histórico do partido - tarefa pela qual é responsável o Centro Sérgio Buarque de Holanda. A FPA substituiu uma fundação de apoio partidário anteriormente existente no PT, a Fundação Wilson Pinheiro, criada em 1981 e extinta em 1990.

A ideologia espontânea das bases sindicais do partido - e a ação pessoal de lideranças sindicais como as de Lula, Jair Meneguelli e outros, sempre se caracterizou por certa rejeição das ideologias em favor da ação sindical como fim em si mesma, e é bem conhecido o episódio em que Lula, questionado por seu adversário Fernando Collor quanto à filiação ideológica do PT, em debate televisionado ao vivo em 1989, respondeu textualmente que o PT "jamais declarou ser um partido marxista" Será?

O partido manteve durante toda a década de 1980 relações amistosas com os partidos comunistas que então governavam países do "socialismo real" como a União Soviética, República Democrática Alemã, República Popular da China, e Cuba. Estas relações, no entanto, jamais se traduziram em qualquer espécie de organização interpartidária ou de unidade de ação e não sobreviveram à derrocada do mesmo socialismo real a partir de 1989, não obstante a manutenção de certa afinidade sentimental de algumas lideranças do PT com o governo de Fidel Castro - como no caso emblemático do ex-deputado José Dirceu, que na década de 1960 foi exilado em Cuba e lá recebeu treinamento para a luta de guerrilha (da qual jamais participou concretamente). A liderança do PT mantém também boas relações com o atual governo de Maduro na Venezuela. Diga-se de passagem, a pais está um caos.

Podem-se verificar as raízes ideológicas do PT em dois grandes nomes do marxismo: Lênin e Gramsci. A Nova Política Econômica (NEP) — doutrina econômica leninista que aderia a mecanismos da economia de mercado sem abrir mão do socialismo — serve de base e inspiração para a política econômica do governo Lula, segundo declaração de José Genoíno, ex-presidente do PT, ao jornal Folha de S. Paulo em fevereiro de 2005. Para esses, o reformismo gramscista é à base da ação política e eleitoral do PT, baseada no paradigma do moderno príncipe (uma releitura feita por Gramsci do príncipe de Maquiavel). Esse pensamento é rejeitado por muitos petistas, que negam qualquer relação com os comunistas soviéticos, e até os confrontam, como se vê nas origens do partido.

O PT, em sua própria definição, sempre se pautou pela liberdade de opinião e pela disciplina partidária - que alguns dizem remontar ao Partido Comunista Soviético, dirigido por Lênin. Contudo, afasta-se do pensamento desse ideólogo por ser contra a ideia de ser um partido revolucionário centralizado dirigido por intelectuais. A partir de sua base tradicional na classe operária urbana, o PT organizou-se mais como um aglomerado heterogêneo de núcleos temáticos, de forma antagônica a uma organização de base em células de tipo comunista, que tendiam a privilegiar a posição de classe dos filiados sobre seus interesses espontâneos ou afiliações não classistas (por exemplo, o pertencimento a movimentos homossexuais, ecológicos, de base étnica e/ou identitária). Casos emblemáticos disto foram a ligação do PT, desde muito cedo, com o movimento agrário-ecológico dos seringueiros do Acre pela instalação de reservas extrativistas na Amazônia, então dirigido pelo ativista Chico Mendes e o forte apoio dado por esse partido ao MST. No início da década de 1990 ocorreram os primeiros rachas e expulsões do partido. Estas primeiras expulsões tinham como causa a propositura, por parte algumas correntes trotskistas, do engajamento do partido em ações de cunho revolucionário contra o governo de Fernando Collor, seja através de uma ação direta contra o mesmo (proposta pela corrente Causa Operária), seja levantando a plataforma de agitação de eleições gerais como sequência ao impeachment de Collor (proposta pela corrente Convergência Socialista). Em 2003, membros do partido inconformados com as políticas econômicas próximas à economia neoclássica (ou mais exatamente à releitura de economia neoclássica conhecida como Consenso de Washington) do Governo Lula foram expulsos após não seguirem as diretrizes partidárias na votação da Reforma da Previdência. Ou seja, seguindo esta ideia dificilmente haverá mudanças,  não esta pronto para quem discorde entre os seus.  

Aproveitando-se do momento de crise em que o PT passava esses membros, liderados por Heloísa Helena, pensavam ser o momento certo para a construção de um novo partido de esquerda a ser referencia para os trabalhadores brasileiros. Assim nascia o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Mais tarde, o PSOL se tornaria apenas mais uma legenda dissidente do PT sem grande expressão eleitoral ou na base dos movimentos sociais. Posteriormente, ao serem derrotados no PED (Processo de Eleições Diretas), que decidiam as direções partidárias, com a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio, outra tendência também migra para o PSOL, a Ação Popular Socialista (APS) de Ivan Valente.

Em 2002 elege Aloizio Mercadante, senador da República com 10.497.348 votos, a maior votação já registrada no país até então. No mesmo ano chega à presidência da República pela primeira vez. Lula da Silva foi eleito Presidente da República na ocasião, juntamente com a maior bancada de deputados federais, de 91 deputados, eleita para o Congresso Nacional. João Paulo Cunha é eleito presidente da câmara dos deputados em 2003, sendo o primeiro petista e o primeiro sindicalista a obter o cargo. O Partido dos Trabalhadores é o único partido no Brasil com eleições diretas para todos os cargos da direção partidária, em todos os níveis - municipal estadual e federal - através do processo de eleições diretas (PED), que ocorre a cada três anos.

Com a ascensão para a Presidência do Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores em 2002 vencendo o 2º turno das eleições gerais de 2002 e com a posse em Janeiro de 2003, aglutinaram-se vários partidos políticos, dentre eles o Partido Popular Socialista Partido Socialista Brasileiro, Partido Democrático Trabalhista, e outros como base de sustentação. Com a continuidade das políticas econômicas do Governo do Fernando Henrique Cardoso e com as denúncias de corrupção, adveio uma crise política que ocasionou a cisão do Partido dos Trabalhadores em Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em 2004. Havendo após este período as críticas da esquerda ao Governo do Presidente Lula e o reconhecimento público do Partido dos Trabalhadores como um partido reformista de centro-esquerda. Em 2006 com as eleições gerais, foi reafirmado o projeto petista de Brasil, havendo o desenvolvimento do Plano de Aceleração do Crescimento, o PAC.

Neste governo também ocorreu o maior escândalo da República, conhecido como o mensalão, através de artifícios com empresários o governo federal levantou fundos junto a órgãos federais (banco do Brasil) para comprar apoio de deputados/senadores com dinheiro público, com o julgamento do STF em 2012, várias figuras do petismo foram condenadas. Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde o ano 2000. O PT aparece em nono lugar na lista, com 10 cassações, atrás do DEM, PMDB e PSDB, PP, PTB, PDT, PR e PPS.

Por ultimo A Operação Lava Jato da Polícia Federal foi deflagrada no dia 17 de março de 2014, com o objetivo de desarticular organizações criminosas que tinham como finalidade a lavagem de dinheiro em diversos estados do país. Suspeita-se que o esquema tenha movimentado R$ 10 bilhões. Segundo a PF, 30 pessoas foram presas na operação, entre elas o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, suspeito de receber propina de Youssef para faciltar negócios na estatal. A investigação revelou que Youssef deu uma Range Rover Evoke no valor de R$ 250 mil para Costa em 2012. Ao ir mais fundo na investigação, a PF descobriu uma série de negócios suspeitos com obras e serviços pagos com dinheiro da Petrobras. A roubalheira toda está em ação com revelações surpreendentes a cada dia, todos os passos estão sendo divulgadas e comentadas quase simultaneamente. O Petrolão, escândalo da Petrobras cujos envolvidos foram recentemente delatados por Paulo Roberto Costa, pode ter custado aos cofres públicos o equivalente a 33 mensalões. Segundo levantamento realizado pelo Valor, a área de Abastecimento da empresa investiu R$ 112,39 bilhões entre maio de 2004 e abril de 2012. Desse montante, 3% teriam sido desviados.   

Enquanto que o PSDB; Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) é um partido político brasileiro. Foi fundado em 25 de junho de 1988 pelo ex-governador Mario Covas (à época senador). Seu símbolo é um tucano nas cores azul e amarela, por esta razão, seus membros são eventualmente chamados de "tucanos". O seu código eleitoral é o 45. Em 2010, o partido teve 5 indicados pela Revista Época como os brasileiros mais influentes do ano. Os indicados pela revista foram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador de São Paulo José Serra, o senador de Minas Gerais Aécio Neves, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin, e Antônio Anastasia, governador de Minas Gerais. 

Em 25 de junho de 1988 um grupo de dissidentes do PMDB capitaneados por pessoas de São Paulo e Minas Gerais levou a termo sua insatisfação com o governo Sarney, que haveria "de se constituir no primeiro da Nova República para se fazer o último da Velha República". Entre os fundadores do novo partido estavam José Richa, Franco Montoro, José Serra, Mário Covas, Carlos Antônio Costa Brandão, Humberto Costa Brandão, Carmelito Barbosa Alves, Waldyr Alceu Trigo e Fernando Henrique Cardoso, escudados por Sérgio Motta, Magalhães Teixeira e Geraldo Alckmin. Fora de São Paulo o novo partido arregimentou Pimenta da Veiga, Eduardo Azeredo, José Richa, Artur da Távola, Célio de Castro, Afonso Arinos, Chagas Rodrigues, Almir Gabriel, Teotônio Vilela Filho, Aécio Neves, Arthur Virgílio e Maria de Lourdes Abadia. Posteriormente outros políticos, como Tasso Jereissati e Ciro Gomes, migrariam para o partido.  Segundo levantamento feito pela Editora Três via enciclopédia Brasil 500 Anos, a bancada inaugural do PSDB no Congresso Nacional possuía nove senadores e trinta e nove deputados federais, representando dezesseis estados e o Distrito Federal. Destes, onze eram paulistas, porém a maior representação per capita era a de Alagoas, com quatro nomes numa bancada de onze membros contra os 63 oriundos de São Paulo. Para corroborar tais assertivas basta dizer que dois dos três senadores paulistas e três dos oito deputados federais alagoanos participaram da fundação do PSDB, inclusive Renan Calheiros, olha só que coisa!

Este núcleo partidário, o PSDB foi formado pela confluência de diferentes pensamentos políticos contemporâneos: dos trabalhistas, adotou a primazia do trabalho sobre o capital; a ética, a solidariedade e a participação comunitária foram assimiladas dos pensadores católicos personalistas, e das ações políticas dos líderes europeus do pós-guerra. Trouxe do socialismo sua vertente democrática e do comunismo a luta dos trabalhadores por direitos iguais, inclusive no voto, e inclui ainda o combate ao totalitarismo de esquerda e direita. O PSDB foi criado originalmente com o objetivo de representar a social democracia no Brasil. Entre as principais propostas originais do partido encontram-se o enxugamento da máquina, a instituição do parlamentarismo no plano político e uma economia de mercado regulada pelo Estado, com participação mais livre das empresas privadas e de investidores internacionais. Tem status de observador na Organização Democrata Cristã da América (ODCA).

Em documento elaborado em 1990, o presidente de honra do partido discorre sobre a social democracia, afirmando. Os pontos principais do programa do PSDB são: Defesa intransigente da Democracia; Descentralização Política e Administrativa; Estado a serviço do povo e não de grupos privilegiados. Crescimento econômico sustentável com distribuição de renda e educação de qualidade para todos; Reforma Política que fortaleça os partidos e aproxime o parlamentar de seus eleitores.

O PSDB é um partido político brasileiro cujos militantes e simpatizantes geralmente o classificam como sendo de centro-esquerda. Diversos críticos e intelectuais de esquerda. Por considerarem que o partido em relação a determinados pontos adota posturas liberais, citam-no como sendo centrista, ou até mesmo de centro-esquerda. A terceira via de Anthony Giddens é também uma das ideologias assumidas pelo partido. Há controvérsias. Alterações políticas significativas no cenário mundial, como por exemplo, a Queda do Muro de Berlim, tornaram a distinção entre esquerda e direita mais complicada. No Brasil, a dificuldade de se distinguir a posição do partido no espectro ideológico ficou maior no passado recente do país. As controvérsias em torno do uso dos termos "esquerda" e "direita" aumentaram, especialmente após um dos então principais partidos de esquerda do Brasil, o Partido dos Trabalhadores (PT), ter passado a adotar algumas políticas mais neoliberais. Dentro desse contexto, em 2003, entrevistado pelo jornal do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra do partido, afirmou que, independentemente da posição assumida pelo PT, a posição do PSDB deveria permanecer a mesma. FHC afirmou que do ponto de vista ideológico o partido não poderia ceder, permanecendo onde estava continuando com a sua linha "de centro-esquerda ou centro olhando para a esquerda".

Apesar de recém-constituído e ainda com organização provisória, o PSDB participou das eleições municipais de 15 de novembro de 1988, disputando com candidatos próprios e conseguindo vitórias importantes como em Minas Gerais, onde conquistou as prefeituras de Belo Horizonte com Pimenta da Veiga, e de Contagem, com Ademir Lucas Gomes, além de mais cinco prefeituras nesse estado. No Ceará, elegeu Ciro Gomes a prefeitura de Fortaleza. Ao todo, o PSDB elegeu dezoito prefeitos, sendo sete em Minas Gerais, cinco em São Paulo, três no Espírito Santo, um no Mato Grosso do Sul, um em Pernambuco e um no Amazonas Elegeu, nesses mesmos estados, cerca de 215 vereadores.

A caminhada vitoriosa do PSDB rumo à Presidência da República em 1994, segundo o livro A História Real, teria começado bem antes da campanha presidencial propriamente dita. As alianças feitas e desmanchadas anteriormente teriam sido, segundo os autores do livro, essenciais para o sucesso tucano. Apesar de toda a rixa que existe atualmente entre PT e PSDB, esses partidos formaram muitas alianças antes da campanha de 1994, quando se separaram definitivamente. O dia-chave para o PSDB e para Fernando Henrique virarem o jogo da eleição de 1994, que parecia certa para Lula, foi 21 de maio de 1993. Com Itamar Franco assumindo a presidência da república após o impeachment de Collor, houve uma coalizão da maioria dos partidos no congresso para dar apoio ao novo presidente. PMDB, PT, PFL e PSDB, os maiores partidos, acenaram apoio. Posteriormente o PT desistiu, sendo esse conflito o motivo do desligamento de Luiza Erundina do partido, pois ela havia sido nomeada ministra. Nesse contexto, FHC, então senador, foi nomeado ministro das Relações Exteriores. Com oito meses do novo governo, Fernando Henrique assumiu o Ministério da Fazenda, montou uma equipe composta por, entre outros, Edmar Bacha, Pérsio Arida e André Lara Resende, e implantou o Plano Real. Isso possibilitou muitas conquistas é evidente. O PT com isso teve condições da avançar nas conquistas sociais.

 O livro “A Construção da ideologia neoliberal do PSDB” de Pereira Guiot, André divaga sobre. Primariamente social-democrata, o PSDB, segundo os críticos, é tido como "neoliberal" desde seus primórdios por ter adotado medidas da Terceira via, mesmo tendo diferentes facções internas no partido, como a social-democracia, liberais sociais, conservadores e democratas cristãos. Esse fato tornou-se cada vez mais notório com o passar do governo de Fernando Henrique Cardoso, que realizou várias privatizações, uma das características do neoliberalismo.

A JPSDB é o secretariado da juventude do PSDB. Está organizado em todos estados brasileiros e em mais de 1.000 municípios do país. Em 2013, o Presidente do PSDB, Senador Aécio Neves reconfigurou o formato de atuação da JPSDB e definiu uma comissão provisória para organizar o secretariado, que passa a ser uma Rede Temática do PSDB. Esse secretariado é composto por 3 presidentes estaduais: Caio Narcio (Minas Gerais), Michelí Petry (Rio Grande do Sul) e Mariana Carvalho (Rondônia), esta comissão convocou eleições democráticas, em que membros dos 27 estados escolheram Olyntho Neto, do Tocantins, o novo Presidente Nacional da JPSDB.

Nas eleições gerais de 2014, Aécio Neves, candidato do PSDB para a eleição presidencial no Brasil em 2014. Aécio Neves foi escolhido como candidato à presidência pelo PSDB, em uma coligação com mais 8 partidos. O senador de Minas Gerais foi ao 2º turno com a atual presidente, Dilma Rousseff, sendo a sexta vez seguida que o PSDB e o PT se enfrenta no 2º turno presidencial. Porém, Aécio ficou em 2º lugar, e Rousseff foi reeleita. O partido reelegeu Geraldo Alckmin como governador de São Paulo e Beto Richa como governador paranaense, logo no 1º turno. Foi ao 2º turno em 5 estados (Acre, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará e Paraíba). Elegeu senadores no Ceará, em Minas Gerais, no Paraná e em São Paulo. Oficialmente o partido se autodenomina centro-esquerdista, o que se constata pela leitura do art. 2º de seu Estatuto, em particular o trecho em que afirma que o PSDB tem como base a democracia interna e a disciplina e, como objetivos programáticos, a (...) realização do desenvolvimento de forma harmoniosa, com a prevalência do trabalho sobre o capital.

No ranking da corrupção com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção eleitoral desde o ano 2000. O PSDB apareceu em terceiro lugar na lista, com 58 cassações, atrás apenas do DEM e do PMDB. Segundo o site Carta Maior/Politica estão vinculados 14 escândalos de corrupção envolvendo Aécio, o PSDB e aliados. São muitos os escândalos de corrupção que lançam suspeitas não apenas sobre o candidato Aécio Neves, mas também sobre seus colegas tucanos e aliados. Aécio Neves se apresentou como o candidato da ética e da moralidade, mas são muitos os escândalos de corrupção que lançam suspeitas não apenas sobre ele, mas também sobre seus colegas tucanos e aliados.

Escândalos esses em torno dos quais o PSDB opera para que não tenham destaque da mídia e não sejam investigados. Confira aqui 14 deles: 1 – Escândalo da Petrobrás: valor ainda não contabilizado; 2 - Desvio das verbas da saúde mineira: R$ 7,6 bilhões; 3 – Aeroporto de Cláudio: R$ 14 milhões; 4 – Relações com Yusseff : R$ 4,3 milhões; 5 - Favorecimento aos veículos da Família Neves: valor não contabilizado; 6 -Nepotismo em Minas; 7 – Mensalão tucano: pelo menos R$ 4,4 milhões; 8 - Mensalão tucano II: R$ 300; 9 – Máfia do Cachoeira: valor não contabilizado; 10 – Cartel dos metrôs de SP e DF: pelo menos R$ 425 milhões; 11 - Privataria tucana: R$ 124 bilhões; 12 – Emenda da reeleição de FHC: valor não contabilizado; 13 – O caso da Pasta Rosa: US$ 2,4 milhões; 14 – Caso Sivam: valor não contabilizado.

O clima é de Impeachment ou impugnação de mandato é um termo que denomina o processo de cassação de mandato do chefe do poder executivo pelo congresso nacional, pelas assembleias estaduais ou pelas câmaras municipais. A denúncia válida pode ser por crime comum, crime de responsabilidade, abuso de poder, desrespeito às normas constitucionais ou violação de direitos pétreos previstos na constituição. A punição varia de país para país. Em vários países da Europa, usa-se o termo moção de censura, pois a origem da moção é de iniciativa do parlamento, acrescido do termo político "perda de confiança", quando então o parlamento nacional não confia mais no presidente e respectivo primeiro-ministro, obrigando-o a renunciar junto com todo o seu gabinete.

Segundo Geraldo Samor da revista veja as revelações da Lava Jato e o parecer do jurista Ives Gandra — que afirma haver a possibilidade de impeachment por improbidade administrativa, senão decorrente de dolo, por culpa derivada de omissão, imperícia, negligência e imprudência — têm alimentado a discussão sobre este verdadeiro ‘cisne negro’ que ameaça o Governo Dilma II. O climão de hoje está nas empresas, onde os donos do capital, depois de passarem 2014 imobilizados pela incerteza eleitoral, agora se confrontam com a herança maldita da recessão, cujo custo para o País talvez não caiba nem nas planilhas dos mais pessimistas. O climão está na classe política, que ainda não sabe quem, entre os seus pares sem mandato, receberá a PF na porta de casa, às 6 da manhã. O climão está até na esquerda — já que o pragmatismo-sem-limite petista detonou a convicção de muitos que acreditavam ‘na causa’.  A outra questão é o temor de que o PT tache um pedido de impeachment de ‘golpe da oposição’. Qual a novidade nessa retórica? Há doze anos, o PT responde aos flagrantes (tanto os criminais quanto os de incompetência) com a mesma desculpa: “não fui eu, você é que está de má vontade.”

Ao eleger o PT — uma, duas, quatro vezes — o brasileiro quebrou tabus e votou, em grande parte, com o bolso. Na primeira vez, quis experimentar um ‘trabalhador’ no Poder. Na segunda, recompensou-o por ter mantido a economia em ordem (e pela sorte de ter sido eleito na véspera do maior boom de commodities da história). Na terceira vez, ficou com medo de mexer num time que parecia estar ganhando, e votou em Dilma. Na quarta, um grupo de estelionatários bateu-lhe a carteira e a esperança. Ricardo Kotscho tem razão. Esse governo provavelmente vai morrer de morte morrida e não de morte matada, como se diz em Minas.


E agora o que o povo deve fazer? Bom deve se conscientizar e se preparar. Se preparar para que? Para pagar mais, principalmente nas contas de luz, água, gasolina. Segundo Giane Guerra jornalista sobre economia, a inflação oficial do País teve forte aceleração em janeiro. Passou para 1,24%. Em dezembro, estava em 0,78%. Foi pressionada pela alta de preços dos alimentos. Principalmente, aumento na batata, feijão e tomate. Mas também teve forte influência do aumento das tarifas de energia elétrica. Todas as regiões tiveram altas. Apenas a de Salvador não foi relevante. O maior aumento da conta de luz registrado no mês foi em Porto Alegre. Foi de 11,66%, ainda com parte do reajuste da CEEE. As tarifas de ônibus foram reajustadas em algumas cidades também tiveram forte impacto no IPCA, segundo o IBGE.

As ideologias destes partidos que governou nos últimos por melhor intenção que tenham os fatos provam por si só. Ambos deixaram a essência e mostraram o que tinham, de melhor. Eram corruptos de natureza. O dinheiro, o poder não muda pessoas apenas lhe dão oportunidade de florescer quem realmente é.

Que Deus nos ajude.

Cezar Camargo
Verão – Fevereiro/2015

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