Uma leitura simbólica entre Psicologia Profunda e I Ching Nos últimos anos, a chamada frequência 432 Hz tem despertado interesse não apenas no campo musical, mas também em contextos ligados à saúde mental, espiritualidade e autoconhecimento. Para além de explicações técnicas ou debates científicos sobre sua eficácia, este texto propõe uma leitura simbólica e psicológica do tema, articulando a psicologia profunda, especialmente a perspectiva junguiana, com o I Ching e o conceito do eixo do 5. O objetivo não é defender a frequência como um recurso terapêutico em si, mas compreendê-la como um mediador simbólico de estados de consciência. 1. O som como experiência psíquica Na psicologia profunda, o som não é apenas um estímulo físico mensurável, mas um evento psíquico. Antes de ser compreendido racionalmente, ele é sentido, afetando camadas conscientes e inconscientes da experiência humana. Assim como imagens, mitos e rituais, o som pode: Mobilizar afetos Evocar estados internos Favorecer ...
Há momentos na vida em que tudo parece ruir. O corpo dói sem explicação médica clara. O sono foge, mesmo quando o cansaço é profundo. Os pensamentos se embaralham, os sentimentos tornam-se pesados demais para carregar — e até o simples ato de levantar da cama exige uma coragem quase heróica. É nesse estado de aparente vazio — onde a esperança parece ausente, mas ainda não morta — que muitas pessoas entram no que a tradição mística e a Psicologia Analítica chamam de “ noite escura da alma ”. Este conceito, originalmente descrito pelo poeta espanhol São João da Cruz no século XVI, foi retomado por Carl Gustav Jung e integrado à Psicologia Complexa como uma fase necessária de transformação interior . Não é uma doença, embora possa parecer com uma. É um processo arquetípico de dissolução do ego — precedendo a reconstrução de um eu mais autêntico, mais alinhado ao Self, o centro regulador da psique . Recentemente, acompanhei clinicamente o caso da Sra. Lene (nome fictício), uma mulher...